Pergaminhos Diários do Castelo

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Sua Majestade, O Bardo

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Valença, Bahia, Brazil
Escritor e Professor de Literaturas Anglófonas. Autor do livro "Estrelas no Lago" (Salvador: Cia Valença Editorial, 2004). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB-Campus Salvador. Falando de mim em outra forma: "Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son, Chi son, e che faccio, come vivo, vuole? Chi son? chi son? son un poeta. Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Outono II


Valença, 20 de maio de 2012 (06h08)

Treze rosas, treze tílias, treze edelweiss
Eu te ofereço dentro de um arco-íris,
Para que os jardins amanheçam doces
Nesta sinfonia de desejos que teu coração
Entoa quando nos amamos em nosso leito.

Treze risos, treze sonhos, treze beijos
Eu enfeito tua boca ávida de amor,
Enquanto treze estrelas dançando
Seu último brilho antes do amanhecer
Encontrar-nos enlaçados em nosso leito.

Treze vinhos, treze orgasmos, treze suspiros
As fadas espalham como orvalhos róseos
Que os marimbondos de fogo fecundam
Os sonhos carmim do luar macio de Rivendell,
Que irá nos cobrir suavemente em nosso leito.

Treze versos, treze canções, treze valsas
Esta Lua soberana tocará em seu violino
Sideral, quando os cometas trazem o cetim
Da poeira das estrelas cadentes, que irá
Ninar a fria noite de outono em nosso leito….

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Resolução


Valença, 17 de maio de 2012 (03h28)

Ao norte, a Ordem;
Ao sul, a cerca.
E eu, aqui, preso.
Ao norte, o Muro;
Ao sul, a certeza.
E eu, aqui, em silêncio.
Ao norte, a acomodação;
Ao sul, a mediocridade.
E eu, aqui, enclausurado.
No horizonte o desejo,
A possibilidade, o talvez…
E eu, aqui, parado.

Eu quero os trezes orgasmos,
O fogo perene, a liberdade!
Romper os grilhões do tédio,
Eu quero a ambição,
De voar na imensidão.
Eu quero estar dentre as estrelas,
Galgar o Mons Olympus,
Quero tocar o Sol com meus lábios,
Quer até (se for o caso do acaso)
Tombar com as asas de Ícaro,
Mas construir meus caminhos
Com os meus passos…

Nasci para ser Gigante
E conquistar os astros.
Ser ao Adamastor de granito
De minhas tormentas.
Ser o Senhor de minhas sendas,
O imperador de meu destino,
E autor da minha epopéia.

Sei que aqui
Também há a ternura,
Também há cobertura,
Também há a abertura.
Mas prefiro correr o risco
E ir atrás de minha lenda.
Que seja o rio ou o mar,
Que seja o deserto ou a serra,
Que seja a rosa ou espinho,
Que seja mesmo até a não-rosa!
Mal mas meu, com minhas mãos
Quero plantar as léguas
Que deslumbrarei meu caminho
E fundarei meus mils horizontes!


Não adianta o muro.
Não adianta a cerca,
Não adianta as grades,
Não adianta nem mesmo a seca,
Meus olhos estão firmes
E só sei que minh’alma
É livre e quer o além…

E mesmo que no Norte
Haja a Ordem ou a Certeza.
Mesmo que no Sul
Esteja o muro ou o Não
Sei que aqui não ficarei enclausurado.
Peregrino de meus sonhos,
Continuarei livre
E andando
E andando
E andando…

Canção do Sabiá


Valença, 17 de maio de 2012 (03h07)

Sabiá, jasmim alado do jequitibá,
Triste é o teu canto só na janela.
Tristes são teus bemóis, teu dó, teu fá,
Triste é o horizonte azul que esfacela
Distante, por detrás do vidro cor de âmbar.

Sabiá, tua cantilena é de saudades
Sinceras do velho e doce sertão.
Saudades de quem sonha a liberdade,
De voar alto, tão alto na imensidão,
Que toda alegria se resumiria nesta verdade.

Ah, meu sabiá amigo que te quero bem.
Dou-te abrigo, dou-te comida, dou-te carinho,
Dou-te até orquestra sem te cobrar um vintém!
Para que aqui se sintas em teu próprio ninho
E não te preocupes com tormenta que vem…

Mas, sabiá, sei que tua alma não nasceu
Para ficares em claustro ou ambiente mesquinho.
Tuas asas querem mais, querem o céu que é teu,
E muito mais que o velho e pequeno ninho…
Sabiá, para ti que o céu foi criado por Deus.

Por isso sabiá, olhe pela janela, para o horizonte.
As janelas estão abertas para teu vôo, sabiá!
Aproveite a oportunidade! Não te escondes
Em meio ao teu triste e ranzinza cantar.
Voe! Alto e veloz, voe feroz como pterodonte!

Voe como o albatroz! Voe como a águia ou o condor!
Do alto de teus talentos seja o alado profeta
Que transforma em melodia a alheia dor.
Dos corações apaixonados seja o estafeta,
Seja o alquimista a transmutar solidão em amor.

Sabiá, tu que nasceste para servir a Beleza,
Esqueça teu gueto de lamúrias e vá saudar
Tua liberdade. Para trás deixe a tristeza
Enterrada no passado e com teu cantar
Ilumine as trezes luas que regem a Natureza.

Segue livre teu caminho, meu doce sabiá,
Segue teu vôo em busca de tua estrela.
Mas não s’esqueça de quem ouvir cantar
Triste, com os olhos perdidos através da janela
De quem te admira por detrás do vidro cor de âmbar.

Descompasso


Valença, 10 de maio de 2012 (23h30)

No fundo eu sou uma criança e um ogro,
Labirinto onde se perdeu o homem maduro
E cujo coração parte-se com mil fagulhas.
Sou dois dragões de gelo e fogo a se degladiar
No horizonte impossível das rosas,
E cujos relâmpagos queimam inocentemente
Os jasmins que tanto amei no outono.
Trago nas palavras
Uma doçura que fere
E uma faca que afaga.

Sou um Gigante de vidro que desmorona
Com a primeira brisa do outono
E corta cegamente sem sentir a dor alheia.
Gigante, tu nunca fostes domado
E ainda vive como se um Jardim do Éden
Existe-se alhures no Himalaia.
Sabe que tuas pegadas esmagam
E que, quando tu queres, esmagam mesmo!
Mas nem sempre esmagas por quereres…
Ah, Gigante de vidro e vulcão,
Criança que perdeu o bonde na infância!

Labirinto de idades e emoções,
Assim meu coração corre pelos anos,
Lua e Sol que nunca se reconciliam
E a cada estação vai criando eclipses.
A cada estação vai moldando as fases
E neste vai e vem de emoções,
Meu coração. ele gira e gira e gira. E girando,
Pendem sobre o infinito a criança e o ogro…

terça-feira, 8 de maio de 2012

Outono


Valença, 02 de maio de 2012

Trezes estrelas brilham no outono,
Enquanto meus olhos deliram no horizonte.
Outono! Estação dos sonhos. Estação dos beijos…
Treze fogueiras acesas no infinito
Inscrito quando as folhas caem frias
Como o vento moleque nas campinas,
Que brinca com o sorriso morno e estelar
De tuas faces vermelhas.
Teus sonhos de feli(cidade)
São como frutos
Doces que explodem suas delícias
Numa fogueira perdida no outono.
Ah, como meus olhos crispam como pirilampos
Quando a noite cai como treze notas musicais,
Treze canções escarlates,
Treze beijos de quimeras,
No meio do horizonte sereno da madrugada…

terça-feira, 17 de abril de 2012

Documento-manifesto da juventude valenciana- A GENTE QUER INTEIRO, NÃO PELA METADE!


Documento apresentado e aprovado no I Encontro da Juventude Unida: Uma Valença Possível, realizado no CEMEP, em 14 de abril de 2012

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A GENTE QUER INTEIRO, NÃO PELA METADE!

A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade
(…)
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte.
Comida – Titãs

Durante anos, nossa voz não era ouvida. Fomos considerados imaturos e por isso, nossas opiniões eram descartadas. Nossas demandas ficavam em segundo plano, porque eram vistas como irrelevantes ou que poderiam ser postergadas. Muitas vezes, a preocupação de que “somos o futuro da nação” era apenas um discurso vazio e inócuo, traduzido na prática na velha política do “pão e circo”. Vivenciamos uma cidadania dada pela metade, onde há mais deveres do que direitos.
Mas agora é a hora de mostrarmos nossa cara. Somos a juventude valenciana. Somos do campo e da cidade, da periferia e do centro. Somos 20 mil cidadãos valencianos na faixa de 15 a 29 anos que estamos distribuídos entre estudantes, trabalhadores e desempregados. Somos a faixa da população que mais sofre as consequências do desemprego, da evasão escolar, da falta de formação profissional, das mortes por homicídio, do envolvimento com drogas e com a criminalidade.
Os jovens do campo convivem diariamente com a distância do centro da cidade, que é maior devido ao abandono do poder público. As estradas são ruins e o transporte, precário; dificultando o acesso aos serviços de saúde, à informação e ao lazer. Vive-se no campo com a expectativa do êxodo devido à falta de perspectiva.  A agricultura e a produção de alimentos não são devidamente estimuladas para que haja uma maior geração de renda e qualidade de vida no campo.
No centro da cidade a juventude convive com a falta de emprego e trabalho. Não existem políticas públicas que incentivem o desenvolvimento nem o empreendedorismo. Os bairros periféricos incham, crescem de forma desordenada, desequilibrando o meio ambiente e o convívio social saudável. A educação e a saúde são tratadas no limite das exigências legais e não são vistas como necessárias ao desenvolvimento. Não possuímos políticas públicas de incentivo a prática de esportes, de fomento a cultura e ao lazer. Nossos talentos artísticos, desportivos e culturais são desperdiçados, porque não há projetos que visem o pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Espaços de lazer inexistem na cidade, com muitas poucas opções para ocuparmos nossas mentes ¬¬de forma produtiva durante o nosso tempo ocioso – facilitando que as drogas entrem em nossas vidas e prejudiquem nosso amadurecimento.
E agora, quais são os nossos desejos? Onde queremos chegar? Somos interioranos, mas o universo é o nosso limite. Queremos que Valença seja realmente a terra de paz, com mais investimento em educação e segurança pública. Exigimos a intervenção objetiva e clara do poder público. Para tanto, queremos o compromisso efetivo da construção coletiva das políticas públicas, tendo como a garantia do funcionamento da Secretaria Municipal de Juventude e toda a sua estrutura (como Conselho) e a destinação de, no mínimo, 3% do Orçamento Municipal aplicado efetivamente em políticas para a juventude. Enfim, uma secretária municipal de juventude atuante e não apenas decorativa. 
Nós, Jovens Valencianos, precisamos deixar de ser vistos como delinquentes pela sociedade e sim como cidadãos que possuem propostas e demandas próprias, mas que quer colaborar para o progresso de nossa cidade. Nossa contribuição para uma outra Valença possível está sintetizada nos seguintes pontos abaixo:

  1. A qualificação dos equipamentos públicos (como escolas municipais da zona rural e bairros ditos periféricos), dotando-os de uma estrutura com infocentros, quadras poliesportivas, auditórios, entre outros; que supram à carência dos jovens e funcione inclusive nos fins de semana, como Centros Integradores da Juventude.
  2. Melhorias nos acessos entre a zona rural e zona urbana, uma vez que uma depende da outra. 
  3. Requalificação dos nossos pontos de lazer e turismo, como o Guaibim e a nossa Orla Fluvial, e dotar os novos potenciais espaços (como a área das ruínas da antiga fábrica e as cachoeiras locais) de infra-estrutura, organizando e democratizando seu espaço físico, com respeito e cuidado ao meio ambiente, com proteção efetiva da fauna e flora locais. Revitalização das áreas de esportes e criação de espaços para a prática da ginástica rítmica. Criação da Praça do Hip-Hop, aproveitando o espaço no final da Orla Fluvial e que se encontra atualmente abandonado.
  4. Desenvolver mecanismos que permitam que o ensino seja realmente de qualidade, focado na evolução no próprio município e valorizando a nossa região, fazendo com que o jovem não necessite de sair para outras cidades para aprimorar sua formação. Criação de projetos para recuperar o esporte e lazer da nossa cidade, respeitando valorizando nossa cultura. Cursos gratuitos de línguas estrangeiras modernas (inglês, espanhol, etc.) que permite qualificar com mais eficácia o/a jovem valenciano/a.
  5. Lutar para que Valença seja realmente um pólo universitário. Implantação dos campi da Universidade Federal do Recôncavo Baiano e da Universidade Federal do Sul Baiano e fortalecimento do campus XV (Valença) da Universidade do Estado da Bahia. Apoio aos Institutos Federais instalados em nossa cidade.
  6. A garantia da manutenção da Casa do Estudante Valenciano nos diversos centros universitários do Estado, com mecanismos que garantam a sua ocupação e funcionamento de forma democrática e transparente, que atenda a necessidade do/as jovens estudantes os quais não disponham de condições para sua manutenção longe dos seus lares durante seus estudos.
  7. Trazer para a o município de Valença mais pontos de cultura. Criação e Regulamentação do direito da meia-entrada para todos os jovens menores de 30 anos.  
  8. Políticas de incentivo ao desenvolvimento dos talentos locais, tanto no campo esportivo, como no das ciências e das artes. Implantação de cursos livres de artes (música, dança, teatro, circo, etc), que visem à qualificação do jovem artista.
  9. Melhorais no mercado de trabalho para que esses jovens possam ingressar de forma digna no mundo produtivo. 
  10. Políticas públicas de saúde realmente voltadas para a juventude. Um atendimento diferenciado para o jovem na saúde mental, compreendendo que a juventude possui um perfil específico e que precisa ser considerado na hora do atendimento e que permita um tratamento digno e respeitoso para com o paciente.
  11. Pensar a saúde sexual do jovem com seriedade, permitindo que nós possamos vivenciar a nossa sexualidade de forma saudável e responsável.
  12. Que o poder publico reconheça que a dependência química na juventude não é só uma questão de policia, mas também é um problema de saúde publica e que e preciso um tratamento mais humanizado e preventivo.


Acreditamos que, com a união de toda a juventude valenciana, possamos dar a esta cidade uma nova cara, com respeito à identidade do nosso povo e, ao mesmo tempo, contribua para o seu progresso. Durante anos, nossa voz foi sufocada. É a hora de aquecermos nossas gargantas e libertar nosso grito de indignação e as nossas idéias. Desejamos uma cidade mais justa, igual e fraterna, com o direito de ir e vir plenamente assegurado, permitindo que nós possamos ser REALMENTE o futuro e o presente de nossa nação. Mais do que isso, queremos mostrar que, com uma juventude unida, outra Valença é possível!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

COLEGIO HERMINIO MANUEL REALIZA A PRIMEIRA EDICAO DO PROJETO SEXTA NO PALCO


Embora tenha acontecido numa quarta-feira, o projeto “Sexta no Palco” articula
saberes em diversas áreas artísticas com apresentações dos seus alunos.

Na última quarta-feira (04), o Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, anexo do Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, localizado na comunidade do Bonfim, realizou a edição de abertura do projeto “Sexta no Palco”. Este projeto tem a finalidade de reunir os alunos para assistirem e realizarem apresentações artísticas no coreto da escola.

Na primeira apresentação, os professores do Colégio Hermínio recitaram poemas, tocaram violão e cantaram, o que estimulou muito os alunos, com suas respectivas habilidades e talentos. Nos turnos vespertino e noturno, a professora Claudiana Pereira, vice-diretora da unidade escolar, fez a abertura do evento desejando boas vindas e os convidando para participar. Fazendo sua entrada jogando capoeira, o professor Ricardo Vidal (Língua Inglesa) declamou um de seus poemas, fazendo uma referência à capoeira e aos ritos indígenas, retomando a origem do povo brasileiro. Em seguida, numa mistura de música e literatura, a professora Taylane Nascimento (Língua Portuguesa) declamou a música “O homem falou” de Gonzaguinha, que, com samba no pé, fez o convite a todos os alunos a participarem das próximas edições do projeto.

Já o professor Eduardo Lopes cantou e encantou com sua voz e violão. Interpretou a música “Wonderwall”, da banda internacional Oasis. O evento foi encerrado pela declamação do poema “Vertigo” (versão em inglês do poema “Vertigem”, do professor Ricardo Vidal), com tradução simultânea do professor Eduardo Lopes. 

Os alunos marcaram presença com belas apresentações. A turma do 1° ano 01 (Vespertino), com a dança da música “Família Feliz”; o aluno Ícaro Carias, do 3° ano (Vespertino), com a voz e violão, e um pot-pourri das músicas “Pais e Filhos” de Renato Russo e “Stand By Me” de John Lennon. No noturno, os alunos Leandro Miranda e Robson Santos deram um verdadeiro “show” de violão, ao interpretarem diversas músicas. Sexta-feira (13/04) tem mais “Sexta no Palco”. Diante de tudo, ficou a sensação de que “Valeu à pena, êh, êh!”
Eu, Prof. Eduardo Lopes e Profa. Claudiana


Declamando meus poemas (além de fazer meu merchandising)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SAIU MINHA NOMEACAO COMO PROFESSOR

Deu no DOE (Diário Oficial do Estado), no dia 11 de abril de 2012:


O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 12 da Lei nº 6.677, de 26 de setembro de 1994,

R E S O L V E

nomear para o cargo de Professor Padrão P - Grau 1, do Quadro de Pessoal da Secretaria da Educação, os candidatos abaixo nominados, por ordem de classificação, habilitados em concurso público, homologado através da Portaria Conjunta SAEB/SEC nº 08 de 21/06/2011, publicada no D.O.E. de 28/06/2011 e que cumpriram o estabelecido no Edital de Convocação da Secretaria da Administração e Secretaria da Educação, publicado no D.O.E. de 06/12/2011, em conformidade com o disposto no item 5 do Edital de Abertura de Inscrições SAEB/02/2010:


DIREC 05 – VALENÇA

MUNICÍPIOS     DISCIPLINA         CANDIDATO                              CLASSIF.
Cairu                     Língua Portuguesa     Evelyn Dryn Silva da Hora                    4°
Nilo Peçanha                                          Taylane Santos do Nascimento             5°
Valença                Inglês                       José Ricardo da Hora Vidal                 6°
 Varzedo                                                 Alessandra Ribeiro de Jesus                     7°
                                                               Tabatha Yukiko Idogawa Nascimento     10°
                              Espanhol                   Karla Mauricia Cardoso Accioly              1º
                              Geografia                  Loana de Abreu Malta                             2°
                              Biologia                    Dyana Carvalho de Souza Santana           5°


(*) Item 4.1 do Edital SAEB/02/2010, Lei Federal nº 7.853, de 24/10/1989, e no Decreto Federal nº 3.298, de 20/12/1999, e suas alterações.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 10 de abril de 2012.

JAQUES WAGNER
Governador

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CANCAO VERMELHA PARA VALENCA


Valença, 26 de março de 2012 (04h55)

Valença, meu sonho frustrado e amargo,
Ouça teus filhos gritarem uma nova canção.
Tangem nos corações treze sinos pelas novas
Esperanças que expulsarão a incompetência!

Escarlate é teu futuro, escarlate são as estrelas
Madrugando firme em treze horizontes certeiros!

Minha Valença sonha vermelho, porque
As estrelas que anunciam a paz são vermelhas.
Rubra e Branca é esta aurora do progresso,
Tantas vezes negada, mas ainda desejada,
Inflamando corações e mentes a lutar.
Num sonho vermelho e possível quero
Irrompendo treze estrelas sábias para uma Valença
Alegre e Próspera, com treze motivos para cantar.
Num carrossel de estrelas rubras, minha Valença
Ouvirá sua canção vermelha de Prosperidade…

terça-feira, 20 de março de 2012

Uma homenagem justa aos decanos da cultura valenciana

Uma homenagem justa aos decanos da cultura valenciana

por Ricardo Vidal
Escritor e Professor do Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus (Bonfim). Licenciado em Letras/Inglês pela UNEB (Campus 1).

Na primeira quinzena de março, três instituições homenagearam dois decanos da intelectualidade valenciana: A UNEB / Campus XV e a Casa de Cultura Maria Claudia Rodrigues (MaCRo), através do "Por do Sol Unebiano", realizou uma palestra sobre literatura feminina em homenagem a profa. Macária Andrade no dia 15 de março. E na noite do dia 17, o Centro de Estudos Avançados de Defesa dos Direitos Humanos (CEADDH) fez um sarau lítero-musical para homenagear Dr. Mustafá Rosemberg. Felizmente estes eventos ocorreram estando ambos os homenageados vivos, permitindo que eles saibam do afeto que o povo de Valença tem por eles.

É importante que eventos e homenagens como estes sejam feitas enquanto estas pessoas ainda se encontram vivas. O legado que tanto Mustafá Rosemberg quanto Macária Andrade deixaram para Valença estão além da suas atuações profissionais nos setores da Saúde e da Educação, respectivamente. Suas produções e conquistas literárias (que elevam o nome da nossa cidade), suas lutas por uma Valença melhor e próspera e seus exemplos como pessoas e cidadãos os tornam eternos credores do afeto e admiração do povo valenciano e o maior erro que se haveria fazer é de celebrá-los depois de mortos.

Como educadora e formadora de várias gerações de valencianos, Macária Andrade já conquistara sua colocação como nome ilustre da região. Professora e diretora fundadora do então Ginásio Industrial Ministro Oliveira Brito (atual Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins), dirigiu e ensinou várias escolas de 1º e 2º na cidade e lutou por para que nossa cidade pudesse sediar um curso superior. Seu sonho se transformou em realidade que a UNEB trouxe um dos campi para aqui. Contudo, se isso já não fosse suficiente, Macária é uma escritora de mão cheia: poetisa, contista e cronista, autora da letra do hino de nossa cidade. Sua literatura a fez merecedora de estar nos quadros da Academia de Letras do Recôncavo (ALER) e presidir a nossa Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes (AVELA).

Mustafá Rosemberg, igualmente já estaria no Olimpo valenciano pela sua atuação como médico: cirurgião e médico ginecologista e obstetra, ele ocupou diversos cargos na Santa Casa de Misericórdia de Valença, idealizou e fundou o Núcleo de Orientação contra o Câncer e foi diretor da Associação de Proteção à Maternidade e Infância. E sempre cônscio de seu juramento na hora da formatura, faz da medicina ainda hoje um claro exemplo da prática amorosa ao ser humano (haja visto ter recebido recentemente o prêmio Melhores do Ano 2012, na categoria profissional liberal). Mas o humanista de coração adolescente que é Mustafá o fez também professor de inglês nos colégios de Valença, presidente do Rotary Clube, empreendedor e maçom da melhor estirpe. Mais ainda, orador talentoso, Mustafá é um poeta inspirado de alma alegre e generoso, que toda semana brinda o povo valenciano com os poemas publicados no Valença. Igualmente membro da ALER e da AVELA, não deixa de usar seus louros acadêmicos para prestigiar os artistas locais promissores.

Macária e Mustafá são hoje os decanos da intelectualidade valenciana. E se estes últimos eventos promovidos pelo UNEB, MaCRo e CEADDH ainda é muito pouco diante da grandeza deles, que elas sirvam também exemplo para outras homenagens em vidas todos os demais valencianos ilustres que continuam batalhando e engradecendo o nome da Industrial Cidade de Valença, a exemplo de Araken Vaz Galvão Macária Andrade e Mustafá Rosemberg, dentre tantos outros.

quarta-feira, 14 de março de 2012

UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem a Macaria Andrade


UNEB e MaCRo promovem palestra em homenagem à Macária Andrade



A Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues (MaCRo) e a Universidade do Estado da Bahia (Campus XV / Valença) promovem nesta quinta-feira, dia 15 de março, às 17h, na sede da MaCRo (Praça Barão do Rio Branco, 8, São Félix), a palestra "A poética do feminino na poesia baiana: uma homenagem à escritora Macária Andrade". A palestra faz parte do projeto "Por do Sol Unebiano", que se realiza em conjunto com as atividades "Março Mulher", desenvolvida pela MaCRo para comemorar o Dia Internacional da Mulher.


Durante a palestra do Por do Sol Unebiano, serão analisados os elementos que caracteriza a literatura feminina como uma poética (modo específico de criação artística), utilizando exemplos da poesia escrita por autoras valencianas, especialmente nos textos de profa. Macária Andrade. O evento será conduzido por Ricardo Vidal, escritor e professor do Colégio Estadual Hermínio Manuel de Jesus, que é formado em Letras /Inglês pela UNEB, está concluindo a especialização em Estudos Literários na UFBA e possui pesquisa acadêmica sobre a literatura feminina na contemporaneidade.


O projeto Por do Sol Unebiano, que já está sua quarta edição, é uma atividade de extensão organizada pelos alunos de Pedagogia do Campus XV da UNEB, sob a tutela de Prof. Ms. Ruy D'Oliveira e com a participação da Profa. Esp. Taylane Nascimento. Ele visa fazer debates abertos à população com temas relevantes da atualidade. Normalmente realizada no auditório da universidade, este é a primeira vez que uma palestra será realizada fora da instituição, com o intuito de aproximar o saber produzido pela universidade com os interesses da população.


Beleza Roubada no MaCRo Cineclube

Na sexta-feira, dia 16 de março, às 17h, O MaCRo Cineclube o filme "Beleza Roubada", de Bernado Bertolucci. Com Jeremy Irons e Liv Tyler, a história fala de como uma garota norte-americana de 19 anos, que após o suicídio da mãe, parte para Itália em busca da identidade de seu pai e para rever seu namorado. Viagem esta que irá marcar definitivamente sua vida. O debate após a exibição do filme será conduzido por Nádia Ribeiro, estudante de psicologia da UFRB.


As atividades desenvolvidas pela MaCRo durante o "Março Mulher" contam com o apoio do UNEB - campus XV, CUT Bahia, Lojas Rio Mar, Aplb Sindicato, Secretarias Municipais de Cultura e de Promoção Social, Gráfica Prisma e Jornal Valença Agora, através do Projeto Deixe sua Marca.


Assessoria de Comunicação da MaCRo (Casa de Cultura Maria Cláudia Rodrigues)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

90 anos da Semana de Arte Modena


Peço licença a profa. Eliana Mara para postar este clipe educativo, mostrando como o modernismo chegou ao Brasil via São Paulo. Também, fica como uma homenagem ao nonagésimo aniversário do evento. E, desde já, começa a contagem regressiva para o centenário. São Paulo 2022, aí vou eu!!!!!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As Ardentias

Baía de Todos os Santos (F.B Anna Nery), 14 de dezembro de 2011


Sonho com o mar.
Sonho com as ondas quebrando na Eternidade.
Sonho com os ventos navegando entre ardentias
Em meu barco de papel.
Lanço velas e esperanças ao largo,
Para me perder entre os horizontes além do horizonte.
Vogo como um velho marujo,
Que vence as garras de Neptuno a cada onda
Em que o oceano me envia como um sorriso aberto.
Sereias e delfins e leviatãs e tritões
Saúdam-me quando cavalgo as ardentias
Com meu barco, em busca de um farol.
Às vezes descanso em algum porto…
Mas não tarde!
O mar é uma noiva ciumenta que m’enfeitiça
E cujos braços eu sempre retornarei.

Sonho com o mar.
E é para além das margens do Oceano
Onde eu quero me deitar…

Cafe com o Autor ARAKEN VAZ GALVAO



O Ponto de Leitura "Bem Brasileiro - Por uma Cultura de Direitos", convida para mais uma edição do Café com o AutorO convidado  Araken Vaz Galvão. É o convidado desta edição, que falará sobre "A fantasia na Criação LiteráriaMeu Encontro com a Bíblia."
Araken Vaz Galvão é escritor, membro titular do Conselho Estadual de Cultura, da Academia de Letras do Recôncavo - ALER, Professor por notório saber (Honoris Causa) pela Faculdade de Ciências Educacionais e Autor de várias obras de Literatura e História, Diretor de cinema e autor teatral, com obras escrita em espanhol. Reside atualmente em Valença - Bahia.

Obras publicadas: "Valença, Memória de uma cidade – História"; "Crônicas de uma família Sertaneja – romance"; "Pargo e outras histórias – contos"; e das Antologias "Valenciando", "Rio de Letra" e "Trívio".


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bahia em Transe


Olhando com os olhos menos de militante e mais de intelectual, não há de se sentir um pouco como personagem de Jardel Filho no filme "Terra em Transe". Tudo bem, há mais boatos do fatos nesta histeria coletiva de falta de segurança. Tudo bem, concordo com a teses dos manifestantes e sei que o policial deve ser muito bem remunerado. Conheço razoavelmente filosofia e política para entender que, dialeticamente há uma diferença entre o ex-sindicalista, o o ex-deputado de oposição e o atual governador e que por isso não dá por aceitar a cobrança simplória sobre Jaques Wagner. E sei também que há muita guerra de informação, contra-informação e desinformação na disputa pela hegemonia social. Sei que há exageros e radicalizações bobas dentre os manifestantes, da mesma forma que reconheço alguns pecados do governo na gestão da crise. O bom senso diz que nem devemos demonizar a categoria (apesar dos excessos cometidos) nem culpar ou ridicularizar totalmente o governo. Sei que numa hora desta há muitos rancores que sob a tona. Contudo, a sensação do transe ainda persiste. Talvez, pela clareza política com que vejo isso e reconhecer que ainda falta muito para o povo brasileiro se politizar, esta sensação fica mais forte. Oxalá, o bom senso volte e através do diálogo, o atual governo do meu estado consiga vencer esta crise com o menos de desgaste possível.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

women not shamed to say what they think




The Valencian writer Ricardo Vidal will lecture on "Women without shame to write what they think" on 21th, January at 19:20 at the point of reading "Bem Brasileiro" in Valença-BA (Brazil). The event, sponsored Center for Advanced Study of Human Rights (CEADDH) is free, but with limited places. Registration by Internet, by http://ceaddh185.blogspot.com.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Palestra no ponto de leitura Bem Brasileiro


Literatura feminina é o tema de
palestra de Ricardo Vidal no CEADDH


O escritor valenciano Ricardo Vidal fará palestra “Mulheres sem vergonha… de escrever o que pensam” no dia 21 de janeiro, às 19h20, no ponto de leitura “Bem Brasileiro – Para uma Cultura de Direitos!”. O evento, promovido ONG Centro de Estudos Avançados de Defesa dos Direitos Humanos (CEADDH), é gratuito, mas com vagas limitadas. Inscrições pelo internet, pelo blogue http://ceaddh185.blogspot.com.

A palestra falará sobre a literatura de autoria feminina, com ênfase nas escritoras dos séculos XX e XXI. “Pretendo mostra na minha palestra uma visão sobre a literatura feminina que é densa e forte, distante do estereótipo que associa a escrita feminina com sentimentalismo barato e frívolo. Irei apresentar um leque de escritoras excelentes como Eliana Mara e Renata Belmonte. Escritoras que, além de escreverem bem, não tem vergonha de expressar seus pensamentos”, afirma o palestrante.

Sobre o palestrante
Ricardo Vidal é escritor e professor de literatura, autor do livro “Estrelas no Lago” (2004), premiado pela revista literária Iararana e pela Academia de Letras do Recôncavo. Participou de várias antologias de contos e poesias. A mais recente é a antologia “Novos Valencianos” (2010), que reúne a nova geração de escritores valencianos ligados à Ocupação Cultural. Ricardo Vidal é licenciado em Letras / Inglês pela UNEB e atualmente está concluindo a pós-graduação em Estudos Lingüísticos e Literários da UFBA, onde prossegue sua pesquisa sobre Erotismo na Literatura Feminina Contemporânea.

O que? Palestra “Mulheres sem vergonha… de escrever o que pensam.”
Quando? 21 de janeiro de 2012, às 19h20
Onde? Ponto de Leitura “Bem Brasileiro” (Av. Maçônica, 335 A, Graça. Valença - BA)

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta Feira 13 - tentativa de microconto

Olhou para o calendário no canto de computador: Sexta-feira, 13 de janeiro. "O ano começou bem", pensou ele com os botons. Não era supertiscioso, mas, (como bom baiano descendente de espanhol, um cético que respeita os mistérios do mundo), prometeu evitar cruzar gato preto e andar por debaixo de escadas naquele dia. No Orkut, plantou bastante guiné e espada-de-são-jorge no jogo "Colheita Feliz". Bateu na madeira virtual do Facebook. Ficou mudo no Hotmail, no MSN messenger e no ICQ, a fim de evitar mal-entendidos. Para isso, tinha uma boa desculpa: estava escrevendo uma palestra e, portanto, precisava de silêncio. E assim o dia foi morrendo por detrás dos prédios. Vendo que nada de azarado poderia ocorrer naquele (e por que ocorreria?), nosso personagem anônimo foi trabalhar no seu blogue. Postava o texto na palestra no blogue quando um estourou ouvido lá fora fez a tela do computador. Uma sobrecarga no transformador o fez perder todo o texto, que, irônicamente, ele havia se esquecido de salvar...

Salvador, sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Convivencia Academica


Convivência Acadêmica
(Ou, por que todos os cursos superiores
possuem sempre uma “diretoria” de alunos
)

Salvador, 22 de dezembro de 2011 (04h56 AM)

Para professoras Sonia Simon, Janaina
Weissheimer, Adelaide Oliveria, Undira
Fratel
e Igor Rossoni; e meus colegas
das “Diretorias” da Graduação (César,
 Antonio e Cristiano
) e da Especialização
 (Rudval, Roberta, Micheli, Vandelma,
Nabucodonossor, Dagoberto, Joelma e Rebecca
)



Dezembro de 2011, 2012 já está mostrando suas primeiras sombras, com esta mistura de esperança e ansiedade. Para mim, 2012 será a minha volta para casa. Fecho um ciclo e começo outro como professor. E parafraseando Goulart Gomes, se o meu terço que delira exulta em felicidades, o que meu outro terço que pondera tenta administrar aquelas perdas naturais de uma transição.
Como não existem (ainda) filiais da “Subway” e do “Rei do Mate” em Valença, já me dei por conformado. As visitas às Livrarias “Saraiva” e “Cultura” eu posso compensar com a internet. Contudo, se há algo que meu coração sentirá pesar serão as reuniões de “Diretorias” que eu deixarei de ir.
Para quem freqüentou um curso superior pensando além do diploma, sabe que as reuniões de “Diretoria” são os momentos mais pujentes daquilo que a educação superior pode melhor oferecer a alguém. É a Convivência Acadêmica, aquele doce exercício de intercâmbio de vivências, sensações, experiências e leituras ocorridas no ambiente acadêmico e que servem para o nosso crescimento humanístico.
Dito assim, dicionariescamente, pareço que estou complicando o conceito de aula. A aula é convivência acadêmica também. Mas transcende os limites da aula. É menos que a freqüência impecável e fria do que alguns calorosos bate-papos na cantina. É menos que um currículo sólido de que simples e sinceras trocas de impressões sobre textos. Pode ser os círculos de amizade que se leva pela vida. Mas pode ser também apenas laços de fraternidade formados em efêmeras rodas de conversas. Ele está no contínuo fluxo de saberes compartilhado que o ambiente da academia propicia, no tráfego de idéias dinâmico de conceitos. Deste modo que a aprendizagem se faz como algo coletivo, mais leve e menos doloroso: as angústias são compartilhadas da mesma forma que as descobertas. Um exemplo disso é quando penso que melhor do que respostas prontas, lá eu posso encontrar um cardápio de opções e bibliografias que eu possa digerir e regurgitar posteriormente como novo conhecimento.
Para mim, o mais gostoso da universidade nem sempre estava na aula em si, porém na possibilidade de conversar com o professor na cantina. Ou então, depois da aula, reunia eu com meus colegas (quiçá numa mesa de bar) para alguns minutos de prosa. Era um segundo tempo da aula, mais livre. Às vezes, até mais divertido. Era um momento de se aprofundar um tópico. Ou tratar de outro ponto mais interessante. Ou ainda, complementar aquilo que os limites formais de uma aula não permitiam. Ou o melhor de tudo, tratar o mesmo assunto, só que por um viés: profano, reverente, brincalhão, alternativo, irreverente, pervertido, intimista, crítico. Certa vez, fui tirar uma dúvida com uma professora no corredor. A conversa boa e fluida, cheia de digressões infinitivamente pessoais coordenados com esclarecimentos referentes aos tópicos que eu iria abordar em minha apresentação, esta conversa se prolongou que em determinado momento a professora me lembrou que eu perdia mais da metade da aula de outra professora. Sinceramente, eu não me considerei perdendo nada – ganhei mais com aquela conversa animada.
Como corolário desta convivência acadêmica está na formação da “diretoria”. É aquele grupo de colegas (às vezes, também com participação professores) que são formados por afinidades e levam o convívio para além da sala de aula. Pode parecer pretensiosa esta nomenclatura, mas reconheço que ela possui uma razão de ser: muitas vezes é quem mexe com o curso, direcionando e trazendo vida e cor para as aulas. E se ela se destaca então, aí mesmo que a coisa pega fogo! Lembro-me da “Diretoria” do meu tempo de graduação. Às vezes amados, às vezes invejados, fomos tidos como protegidos de uma professora, mas era o grupo mais cobiçado em se fazer parte nos seminários pela fama de apresentar bons trabalhos. Trabalhos estes que nos davam trabalho fazer, pois implicavam em se encontrar depois da aula, reuniões aos sábados, domingos e feriados e (principalmente) muitas horas secando a boca com reflexões e análises para se chegar a um produto final. Mas todo o suor gasto não nos incomodava porque fazíamos tudo de forma leve. Era a bendita convivência acadêmica que tornava a pesquisa e o estudo superior agradáveis.
Por isso que lamento um pouco aqueles que fazem, um curso superior apenas pensando no diploma. Engoliram a seco e deixaram de lado o molho que tempera a vida acadêmica. Por isso que se sentem irritados com um curso aparentemente indigesto. Mas se esta foi a escolha feita, aceitemo-la como legítima.
De minha parte, fico feliz em ter aproveitado esta convivência acadêmica nestes meus anos de graduação e especialização. Isso que eu levarei para Valença em 2012, além das lembranças e das amizades feitas. E sempre que possível, darei um jeito de participar de algumas destas reuniões de “Diretoria”. Afinal, haverá sempre novas experiências, sensações, conhecimentos e leituras a partilhar…

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Milagre da Multiplicação

Então a história seria esta: Acordaria, tomaria um banho na banheira e iria para o computador. Nesta hora haveria o milagre da multiplicação: um de mim mesmo faria pesquisa acadêmica sobre erotismo feminino e daria aula de literatura para garantir o emprego na universidade. Outro de mim leria os jornais e livros e depois escreveria ficção para garantir o contrato com a editora. Um outro de mim seria meu relações públicas e agendaria palestras e as aparições em eventos para garantir o meu nome na mídia. E no final na noite, todos se fundiriam em um só corpo e dormiria como uma estátua esquecida no jardim...

Biblioteca do Bardo Celta (Leituras recomendadas)

  • Revista Iararana
  • Valenciando (antologia)
  • Valença: dos primódios a contemporaneidade (Edgard Oliveira)
  • A Sombra da Guerra (Augusto César Moutinho)
  • Coração na Boca (Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo)
  • Pelo Amor... Pela Vida! (Mustafá Rosemberg de Souza)
  • Veredas do Amor (Ângelo Paraíso Martins)
  • Tinharé (Oscar Pinheiro)
  • Da Natureza e Limites do Poder Moderador (Conselheiro Zacarias de Gois e Vasconcelos)
  • Outras Moradas (Antologia)
  • Lunaris (Carlos Ribeiro)
  • Códigos do Silêncio (José Inácio V. de Melo)
  • Decifração de Abismos (José Inácio V. de Melo)
  • Microafetos (Wladimir Cazé)
  • Textorama (Patrick Brock)
  • Cantar de Mio Cid (Anônimo)
  • Fausto (Goëthe)
  • Sofrimentos do Jovem Werther (Goëthe)
  • Bhagavad Gita (Anônimo)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)
  • Noite na Taverna/Macário (Álvares de Azevedo)
  • A Casa do Incesto (Anaïs Nin)
  • Delta de Vênus (Anaïs Nin)
  • Uma Espiã na Casa do Amor (Anaïs Nin)
  • Henry & June (Anaïs Nin)
  • Fire (Anaïs Nin)
  • Rubáiyát (Omar Khayyam)
  • 20.000 Léguas Submarinas (Jules Verne)
  • A Volta ao Mundo em 80 Dias (Jules Verne)
  • Manifesto Comunista (Marx & Engels)
  • Assim Falou Zaratustra (Nietzsche)
  • O Anticristo (Nietzsche)

Galeria do Castelo - Gustav Klimt

Galeria do Castelo - Pinup Girls

Galeria do Castelo - Vintage Art

Galeira do Castelo - Arte Japonesa